Uma cirurgia inédita por vídeo foi realizada no Hospital São João Batista, em Criciúma, para a retirada de um tumor no pâncreas. Denominada de gastroduodenopancreatectomia por vídeo, o procedimento foi executado na última semana e é uma das maiores cirurgias intra-abdominais comparada em complexidade aos transplantes. O procedimento foi realizado pelos médicos Leandro Avany Nunes, da Medicina da Obesidade Mórbida e Videocirurgia Avançada (Mova), e Fabrício Bittencourt.

A cirurgia foi concluída em um tempo recorde de quatro horas, mesmo período de uma cirurgia aberta, no entanto, menos evasiva. A técnica laparoscópica pode ser empregada com sucesso mesmo nas intervenções mais complexas do aparelho digestivo, como a duodenopancreatectomia. De acordo com Avany, esta técnica está indicada nos tumores benignos e malignos da cabeça de pâncreas. Apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1992, poucos cirurgiões do mundo realizam esta operação de maneira rotineira.

“Os tumores de pâncreas mais comuns são do tipo adenocarcinoma, que se originam no tecido glandular, correspondendo a 90% dos casos diagnosticados. A maioria dos casos afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda (lado esquerdo)”, explica Avany.

Pelo fato de ser de difícil detecção, o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade por conta do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo. No Brasil, a doença é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.

O câncer é muito raro na população com menos de 30 anos de idade, tornando-se mais comum a partir dos 60 anos. De acordo com a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: 10/100 mil habitantes entre 40 e 50 anos para 116/100 mil habitantes entre 80 e 85 anos. A incidência da doença é mais comum em homens.


Os pacientes pré e pós-operados da cirurgia bariátrica estiveram reunidos na terceira reunião multidisciplinar de 2015. No encontro, os pacientes tiveram a oportunidade de conversar com a médica cirurgiã plástica, Glayse June Sasaki Favarin, que tirou dúvidas dos presentes em relação aos procedimentos cirúrgicos realizados após a cirurgia bariátrica e a perda de peso.

De acordo com Glayse, este tipo de cirurgia plástica cresce cada vez mais no país. “Sou 100% a favor da cirurgia bariátrica, pois ela transforma a vida das pessoas. Os pacientes chegam ao meu consultório com outra realidade. Quem executa esse procedimento ganha, pelo menos, dez anos de vida saudável para o futuro”, destaca.

A doutora ressaltou, ainda, que é necessário que o paciente depois de operado mantenha o contato com a equipe multidisciplinar e opte pela cirurgia plástica quando tiver com o seu novo peso estabilizado.

“Varia muito de caso para caso. Tem paciente que consegue realizar a cirurgia plástica em menos de um ano, outros precisam de um tempo maior. O ideal é fazer sem presa, com total segurança”, ressaltou. Operada há quatro anos, Miriam Tietbohl, perdeu mais de 40 quilos na cirurgia bariátrica. Dois anos depois, passou por três cirurgias plásticas, sendo elas nos seios, no abdômen e no braço.

“De lá para cá tenho uma vida nova. Não me arrendo, faria tudo de novo tanto a cirurgia bariátrica quanto as plásticas posteriores. Estava com 100 quilos e hoje estou com 57 quilos”, comparou. O encontro também contou com a presença do médico Dr. Leandro Avany Nunes e da nutricionista Michele Biff.

“O consumo de alimentos adequados, o acompanhamento psicológico e as reuniões com a equipe multidisciplinar são fundamentais para manter o bom resultado da cirurgia”, finalizou Avany. O encontro multidisciplinar ocorre todas as terceiras quinta-feiras de cada mês.


desenvolvido por Cacto Publicidade
Rua Estevão Emílio de Souza, 108 (em frente ao Hospital Unimed) :: Próspera :: Criciúma/SC :: Tel. (48) 3439.4096